domingo, 11 de setembro de 2011

their

baleia§
domingo. nublado. pós-kantianos; belosfeios. kid abelha. cigarros¨ suassuana; fácildotorto. expessoas. desejos. alma&verde

domingo, 28 de agosto de 2011

azeitonas verdes, verdes!

Nunca gostei muito de azeitonas verdes, das roxas eu sempre gostei, mas com as verdes mantive uma relação eterna de amor e ódio. Gostava e odiava elas ao mesmo tempo. Hoje sem fome mas com vontade de beliscar decidi olhar a geladeira: pra beber um copinho de leite de soja e pra comer?! Eis que vejo aquele potinho comprido com bolotas verdes e bonitinhas dentro, e então estava decidido! Azeitonas! Não vão encher a barriga e vou ter o que roer por uns minutos! Feliz da vida, segui com exatas 7 delas para o quarto... E dessa vez a supresa foi de fato inacreditável! Superando o fato de que as vezes faço careta com o gosto da conserva que elas ficam embebidas dessa vez minha careta foi pior. As azeitonas verdes estavam VERDES! Super duras e com um gosto mais travoso que o normal... Tristemente resolvi comer as azeitonas mesmo assim, afinal de contas elas já estão aqui do lado, né? Só posso dizer uma coisa sobre essa, literalmente, dura supresa, hoje o ódio às pelotitas verdes venceu, disso não tenho dúvidas...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Longe de longe

  
       Recife anda tão frio, tão sóbrio, tão... não-recife. Talvez o que ande muito não-comum seja a minha vida... Mas ainda não parei pra pensar muito a respeito... E nem acho que o vá!
       Pensar deixa a gente tenso, em algumas circunstâncias, claro.
       Andei com tanta coisa guardada pra desaguar aqui, e agora que paro e escrevo elas simplesmente não saem. Sinto como se minhas mãos tentassem agarrar memórias e registros que permeiam meu cérebro, mas tudo o que se alcança é líquido, e se desfaz!
       Bem, a primeira coisa, a qual me ocorro agora, aconteceu nem faz tanto tempo... Provavelmente, essa tenha sido uma nota mental feita mais ou menos uma hora atrás... É bem verdade que a madrugada produz esse efeito em mim, mas, voltando ao assunto, andei pensando como as coisas mudam e nos pregam verdadeiras peças! Como podemos planejar tanto e tantas coisas e perdê-las de maneira tão imbecil?
       Retornar nunca será missão fácil. Voltar em lembranças pode ser até doloroso fisicamente... É como se abríssemos antigos buracos na pele, rasgando, invadindo um espaço que outrora já fora fechado, mesmo que a muito custo.
      "Como será daqui pra frente?" - Acho que esse ano me ensinou muito, e talvez ignorar essa pergunta do "pra frente" tenha sido a maior dica apreendida! O longe nunca será perto o suficiente para que o toquemos e o modelemos da maneira que imaginamos correta, confortável ou ideal. A vida, nada mais é do que, caminhos sinuosos que se perpassam por outros, formando uma enorme rede de afluentes no grande fluxo do Longe.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

não há

já não se pode viver tudo, já não está tudo claro.
o lugar fora está.
lá, bem na maré - mar.
confusão, tormenta, redemoinho...
tudo que se quer, tudo que se é: oceano infindo de alusões, ilusões e ilustrações...

terça-feira, 5 de julho de 2011

CARALHO VOADOR

mais uma noite no pacato apartamento velho e mofado de Emma:

não costumo ser agressiva escrevendo, até porque julgo que a arte de escrever deve passar por um filtro de cores bonitas antes de ser mostrado... mas não acho que essa constante deva estar sempre presente... acho que podemos deturpá-la quando necessário...
sabe quando sua mão gela, gela muito, e é de raiva? não sabia o que era isso, mas ando tão a flor da pele, como diria a música, que acho que descobri hoje!
a coisa, você se pergunta, o que terá sido? nada de realmente importante... e o pior é isto.
acho que essa raiva eu devo mesmo é sentir de mim mesma, por ser assim... ou talvez por ser assado, vai saber!
a vida já não vai linda, uma merda a mais uma merda a menos... eu sobreviverei!
é, eu sobreviverei... acho que esse ano vai ser o ano de aprender, tipo pra cacete viu, porque olhe eu já tomei tantas que o que vem agora, embrulho num papel de enrolar pregos, trituro e passa pela traquéia.
acho que o melhor a fazer hoje, é tomar um bom vinho, pensar como Buk e apagar!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Açúcar Granulado Fino É Diferente

     Andei tanto de ônibus esses dias. Sério. Ou vai ver eu só estava mais concentrada no caminho do que de costume...
     Sei lá, tem tanta coisa que passa batida, e que merecia mais atenção. Quero conseguir acordar cedo amanhã, quero andar mais na minha cidade, descobri-la melhor.
     O sono sempre vence meus planos matutinos, não tem jeito... Não acredito muito na realização desse, para amanhã, mas não custa botar o despertador (que será deligado e eu nem vou lembrar quando acordar que fui eu mesma que o fiz). Eu acho que o meu eu subconsciente anda jogando num time rival do meu eu consciente viu, porque num é possível: todos os dias o despertador aparece desligado e eu não tenho nem a lembrança de que fui eu. E sim, só pode ter sido eu mesma.
     O grande dia pra mim seria uma madrugada em que eu estivesse invisível, e pudesse sair de casa numa camisola branca, na altura dos joelhos, e que tivesse vento soprando meus cabelos para trás... Andaria por vários bairros, veria muitas casas, prédios, pessoas, árvores... Sentiria o vento, como não se faz de dia, por toda a pressa e correria urbana.
     Sabe que eu descobri hoje que andar de dia, com um picolé de morango do lado, fones de ouvido e nenhum horário a cumprir, nenhum trabalho pra entregar, ninguém pra ligar... pode ser uma das melhores coisas da vida?
     Acho que é por ai, quando as coisas não tão muito numa boa, temos que procurar as pequenas delícias da vida, se não tudo vira limão!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Morangos no Silvestre

Desde de pequena ela sonhava com um pé de morangos.



Agora ela já era grande, tinha seu próprio apartamento, mas continuava em dívida com seu sonho de infância... Morangos para vingarem necessitam de muito sol direto e terra úmida. Alice vivia num grande escuro-encharcado, o que atrapalhava seus planos com relação aos morangos (tão sonhados!).

Numa manhã cinza e de muita pressa, seu elevador, que era apenas um, resolveu demorar tempo demais a chegar no andar dela, levando Alice a uma verdadeira crise de nervos matinal (estes tempos matutinos não a agradavam em absoluto).

Finalmente quando a nossa heroína consegue sair de seu andar e chegar ao térreo do prédio, percebe que alguém está a mudar-se para o Edifício Silvestre... Pensou em quem se mudaria tão cedo, e seguiu descrente para o trabalho.

Ao voltar de sua jornada enfadonha, entrou no elevador (o qual havia sofrido boa parte do dia com o peso da recente mudança) e no instante final do fechamento de sua porta, alguém apertou o botão. Era um rapaz, magro, com óculos grandes, cabelos lisos caídos destraidamente no olho esquerdo que carregava uma plantinha de flores brancas.

Alice logo lembrou-se do sonho dos morangos, e resolveu comentar que gostaria de ter plantas, aliás, corrigiu, plantas não, um pé de morangos. Explicou que era seu sonho desde criança, mas que nunca havia de fato persistido nele. O rapaz então deu-lhe a grande notícia do dia, ou melhor, do mês (quem sabe até, da vida inteira de Alice): Ali estava um belo e pequenino pé de morangos! Porque sim, apesar da cor de suas flores, pés de morango têm flores brancas...

E esse foi o dia em que a vida de Alice recebeu seu sonho direto do elevador velho de seu prédio quadrado.
 A partir disso, seu apartamento agora recebia luz do sol com mais intensidade e o 'molhado excessivo' entrou em desuso na vida dela. E quase destraidamente tambpem,foi assim que Octávio entrou em sua vida.